Folha de S. Paulo

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Xilindró

O Brasil descobriu Cabral…

E mandou ele para Bangu 8cabral2

 Em menos de 24 horas o Rio de Janeiro presenciou a prisão, pela Polícia Federal, de dois ex-governadores envolvidos em escândalos de corrupção.

Em uma quarta-feira, foi Anthony Garotinho (PR), em meio à Operação Chequinho, que investiga a compra de votos durante a eleição do dia 2 de outubro em Campos, no Norte Fluminense. No dia seguinte foi a vez de Sérgio Cabral, do PMDB, acordar com a Polícia Federal em sua porta.

Alvo de dois mandatos de prisão preventiva, no âmbito da Lava-Jato, Cabral é acusado de liderar um grupo que desviou R$ 224 milhões em contratos de obras.

Cabral é acusado pela Lava-Jato dos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os desvios teriam sido feitos em contratos com empreiteiras em obras como a reforma do Maracanã, o Arco Metropoliltano e PAC Favelas em troca de aditivos em contratos públicos.

A operação que o prendeu, batizada de “Calicute” (referência às tormentas enfrentadas pelo navegador Pedro Álvares Cabral a caminho das Índias), acontece pouco mais de cinco meses depois da estreia da Lava-Jato no Rio e é resultado de uma esforço conjunto do MPF e seus procuradores Lauro Coelho, Eduardo El Hage, Rodrigo Timóteo e José Augusto Vagos, com a Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal (Delecor).

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Já a prisão de Garotinho, segundo o juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral, foi motivada por indícios de compra de voto e coação de testemunhas. Para o juiz , Garotinho “efetivamente não só está envolvido, mas comanda com ‘mão de ferro’ um verdadeiro esquema de corrupção eleitoral” em Campos, por meio do programa assistencialista Cheque Cidadão.

Vai vendo…

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Falência!

charge_13112016A falência do estado do Rio

Queda no preço do barril de petróleo e consequentemente na arrecadação de royalties, a crise do setor petrolífero brasileiro devido ao escândalo de corrupção da Petrobras, a diminuição na arrecadação de ICMS, também devido à crise econômica, os gastos com a organização dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo e, ainda, má gestão de recursos públicos. 

A crise no estado provocou o fechamento de restaurantes populares que serviam pratos de comida a R$ 2,  cortes no aluguel social que ampara milhares de famílias, obras paradas, salários atrasados, fornecedores sem receber, uma absoluta incerteza quanto ao futuro e quase nenhuma perspectiva de melhora.  E não dá para ser otimista. A máquina estadual entrará em 2017 com um rombo de R$ 17,5 bilhões no orçamento e a previsão é de um déficit de R$ 52 bilhões até dezembro de 2018.

E o Rio de Janeiro continua lindo…

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